Durante anos, André Ventura andou a dizer que a Segurança Social estava em risco, que Portugal envelheceu, que há cada vez menos jovens a descontar e que o sistema pode rebentar.
Até aqui, tudo certo.
Depois teve uma ideia genial:
“Então bora reformar as pessoas mais cedo!”
É brilhante.
É como um médico olhar para um doente cheio de hemorragias e concluir:
“Temos de lhe tirar mais sangue.”
O Chega transformou a sustentabilidade da Segurança Social num concurso de Miss Simpatia.
Ventura passa anos a berrar “não há dinheiro”, mas depois promete reformas mais cedo como quem promete imperiais à borla numa Queima das Fitas.
A ideia vendida é que os portugueses trabalham demasiado.
Pois trabalham.
Também gostavam de pagar menos impostos, ganhar mais mil euros por mês e ter uma moradia em Cascais oferecida pelo Estado.
O problema é que governar um país não é escrever cartas ao Pai Natal depois de três minis.
O melhor disto é que o Chega vende-se como o partido que "diz as verdades".
Afinal, era só o PCP com esteroides e um blazer apertado.
Porque isto já nem é populismo.
É Teletubbieconomics.
A Segurança Social caminha para um cenário em que as futuras pensões serão muito mais baixas relativamente ao último salário.
E qual é a solução do génio?
Meter ainda mais pessoas a receber pensão durante mais anos.
É visionário.
Daqui a pouco anuncia também gasolina a 50 cêntimos, casas a 20 mil euros, reformas aos 55 e unicórnios gratuitos para famílias numerosas.
Sem falar de aumentar a produtividade.
Sem falar de crescimento económico.
Sem falar de natalidade.
Sem falar de... contas.
Os portugueses merecem reformar-se mais cedo, claro. Eu também mereço um Ferrari estacionado à porta. O problema é que existe uma coisa muito chata chamada realidade.
O Chega conseguiu o impossível: pegar no discurso económico do PCP, misturá-lo com conversa de tasca sobre os ciganos e fazer de conta que o resultado era “direita responsável”.
É uma espécie de União Soviética patrocinada pela Prozis.
No fundo, Ventura é aquele colega de grupo que não fez o trabalho, não percebe a matéria e não sabe fazer contas, mas fala tão alto na apresentação que tenta convencer toda a gente de que percebe do assunto.
O Comentador de Situações
Até aqui, tudo certo.
Depois teve uma ideia genial:
“Então bora reformar as pessoas mais cedo!”
É brilhante.
É como um médico olhar para um doente cheio de hemorragias e concluir:
“Temos de lhe tirar mais sangue.”
O Chega transformou a sustentabilidade da Segurança Social num concurso de Miss Simpatia.
Ventura passa anos a berrar “não há dinheiro”, mas depois promete reformas mais cedo como quem promete imperiais à borla numa Queima das Fitas.
A ideia vendida é que os portugueses trabalham demasiado.
Pois trabalham.
Também gostavam de pagar menos impostos, ganhar mais mil euros por mês e ter uma moradia em Cascais oferecida pelo Estado.
O problema é que governar um país não é escrever cartas ao Pai Natal depois de três minis.
O melhor disto é que o Chega vende-se como o partido que "diz as verdades".
Afinal, era só o PCP com esteroides e um blazer apertado.
Porque isto já nem é populismo.
É Teletubbieconomics.
A Segurança Social caminha para um cenário em que as futuras pensões serão muito mais baixas relativamente ao último salário.
E qual é a solução do génio?
Meter ainda mais pessoas a receber pensão durante mais anos.
É visionário.
Daqui a pouco anuncia também gasolina a 50 cêntimos, casas a 20 mil euros, reformas aos 55 e unicórnios gratuitos para famílias numerosas.
Sem falar de aumentar a produtividade.
Sem falar de crescimento económico.
Sem falar de natalidade.
Sem falar de... contas.
Os portugueses merecem reformar-se mais cedo, claro. Eu também mereço um Ferrari estacionado à porta. O problema é que existe uma coisa muito chata chamada realidade.
O Chega conseguiu o impossível: pegar no discurso económico do PCP, misturá-lo com conversa de tasca sobre os ciganos e fazer de conta que o resultado era “direita responsável”.
É uma espécie de União Soviética patrocinada pela Prozis.
No fundo, Ventura é aquele colega de grupo que não fez o trabalho, não percebe a matéria e não sabe fazer contas, mas fala tão alto na apresentação que tenta convencer toda a gente de que percebe do assunto.
O Comentador de Situações