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28 julho, 2026

Um património que continua vivo



Foi há quase 13 anos, em Dezembro de 2013, que a Dieta Mediterrânica foi inscrita na lista do Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

A candidatura transnacional submetida por Tavira enquanto comunidade representativa nacional, em conjunto com Chipre, Croácia, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos, valeu ao Algarve o primeiro reconhecimento, pela agência associada às Nações Unidas, de um importante elemento da sua identidade cultural, através de uma herança construída ao longo de séculos, com tradições ainda perfeitamente enraizadas na região nos tempos atuais.

Neste período de quase década e meia, intensificou-se o trabalho de divulgação e valorização da Dieta Mediterrânica não apenas como um modelo alimentar e gastronómico, mas enquanto verdadeiro estilo de vida assente nos benefícios para a saúde, nos produtos locais ou na sustentabilidade.

A Feira da Dieta Mediterrânica, cuja 1ª edição antecedeu o reconhecimento da UNESCO, tornou-se o grande palco dessa estratégia, promovendo, ano após ano, a gastronomia, os produtos endógenos, o artesanato ou a música.

Este instrumento de promoção de todo o universo da cultura mediterrânica tem sido um projeto-âncora para Tavira, contribuindo para reduzir a sazonalidade no concelho, como comprovam os dados divulgados na sessão de apresentação da 12ª edição do evento, realizada ontem.

Todos os detalhes sobre a edição de 2026 da feira podem ser lidos na peça de destaque matinal de hoje.