Olá, bom dia!
Há uns bons 20 anos, seguia eu pela autoestrada A1 e, por alturas de Leiria, havia um incêndio forte a consumir os eucaliptos de ambos os lados da via, criando uma cortina de fogo e fumo. O meu carro foi o último a passar numa zona em que as chamas lambiam o asfalto da autoestrada. A seguir, o veículo da GNR que seguia atrás de mim, cortou a via e não deixou mais ninguém atravessar aquela zona. Apanhei um valente susto, confesso.
Há dias, passei nessa mesma zona e voltei a ver um cenário de destruição, mas por razões diferentes. Apesar de já se terem passado mais de seis meses desde a Tempestade Kristin (e todas as outras que se lhe seguiram), à beira da A1, na zona de Leiria, ainda se veem centenas de árvores partidas e caídas, muitas casas destelhadas, painéis publicitários destruídos.
Isto é o que se vê ao longo de um troço de autoestrada atravessado, todos os dias, por milhares de carros. Certamente, mais para o interior, longe da vista de quem passa, apressado, na grande autoestrada, há ainda muita coisa para consertar, muitas árvores para cortar (e replantar), muito telhado para arranjar, muitas estradas para reparar, muitas vidas para recomeçar.
Mais abaixo, no vale do Mondego, ainda prosseguem as obras, de forma bem visível, para tentar corrigir os estragos feitos pelas cheias no sistema de irrigação e nas demais infraestruturas.
Mas não é só naquela zona, sempre castigada, que o chamado comboio de tempestades deixou estragos consideráveis, que demoram em ser reparados.
No Algarve, há pelo menos uma estrada, no concelho de São Brás de Alportel, que aguarda, há longos seis meses e meio, por uma ajuda do Governo central para ser reparada.
A estrada é municipal, portanto responsabilidade da Câmara de São Brás. Mas trata-se de uma autarquia com recursos limitados, num concelho pequeno e com poucas receitas, que se vê a braços com um problema que afeta de forma profunda a sua população. Daí que o apoio do Estado central seja fundamental.
Ora, se a EN2, que é estrada nacional e suscita um forte interesse desde que passou a ser considerada uma rota turística, cortada há mais de um ano também no concelho de São Brás, esperou longos meses para que a obra fosse consignada, o que se poderá esperar do Governo quando se trata de uma estrada municipal?
Leia aqui a peça da minha colega Mariana Carriço, que falou com a presidente da Câmara Marlene Guerreiro sobre este tema.
Na nossa edição do Alentejo, esta manhã, damos conta dos preocupantes resultados de um estudo: é que há cada vez menos aves nos campos!
Certamente que o advento da agricultura intensiva, com monoculturas que se estendem por quilómetros e quilómetros, terrenos cobertos de estufas ou de olivais industriais, mas também os frequentes incêndios florestais e rurais, terão dado um forte contributo para este declínio do número (e variedade) de aves nas zonas agrícolas.
Ao contrário, nas cidades as aves até são cada vez mais. Leia aqui os pormenores.
De ontem, chegam-nos más notícias (um atropelamento grave em Olhão), notícias mais ou menos (a prestação de um jovem tenista algarvio no Estoril Open, que quase conseguia seguir em frente) e boas notícias (o anúncio de mais uma recriação da descarga da sardinha, “à moda antiga”, na zona ribeirinha de Portimão).
O comboio elétrico que, no domingo, começou a circular no Algarve, continua a dar que falar: o PSD saúda (claro!), o PCP diz que há ainda muito investimento a fazer.
Outro tema que continua nas bocas do povo, o dos exames nacionais, também suscita muitas notícias: saiba o que disse, sobre este assunto, a FRAP (Federação das Associações de Pais do Algarve), o ministro da Educação (aqui e aqui), bem como o PCP e o Bloco de Esquerda.
Por causa da confusão que está criada, este é, de certeza, um tema de que se continuará a falar – e muito! – nos próximos dias…
O Verão vai ser quente!
Mas não nos preocupemos: o primeiro-ministro Montenegro não vai tirar férias este ano para continuar a coordenar o Governo…
Estamos salvos!
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