A Ordem dos #Psicólogos Portugueses (OPP) lançou esta terça-feira um documento com recomendações para ajudar quem quer acolher refugiados ucranianos a fazê-lo de forma a estabelecer uma "convivência confortável e saudável".
A OPP diz que o acolhimento não envolve apenas ceder um quarto, alimentação e roupa, mas também disponibilidade para investir tempo no apoio à resolução de tarefas burocráticas, ao acesso a serviços de educação, saúde, emprego, bem como à integração das pessoas refugiadas na comunidade.
"O facto de serem atualmente #refugiados pode colocar entraves à realização do seu potencial, bem-estar e saúde psicológica. É natural que estas pessoas se sintam tristes, assustadas, frustradas e mesmo zangadas, além de existirem barreiras como a língua, a religião ou a cultura", sublinha.
Numa altura em que Portugal já aceitou mais de 28.000 pedidos de proteção temporária de refugiados da invasão russa da #Ucrânia, a OPP refere que cada um deve escolher as formas de ajudar que melhor se adequam às suas condições: "A ajuda pode ser tão diversa como facilitar a integração na comunidade, disponibilizar competências como a língua, encorajar empresas e locais de ensino a criar bolsas, empregar, acolher em casa, fazer donativos ou conversar sobre a paz".
Dirigindo-se a quem está disponível para receber refugiados, a Ordem alerta que não se podem esquecer que estão "a abrir as fronteiras" para o seu espaço familiar e que têm de assumir "um compromisso para evitar mais sofrimento", com a consciência de não conhecem as pessoas que vão acolher.
A OPP, sugere que se procure um equilíbrio, com respeito por espaço e privacidade, que se mostre flexibilidade, valide emoções, proporcione oportunidades para que se expressem e se sintam úteis, e para que haja partilha de culturas.
"É importante estar atento a sinais de risco intensos ou mal-estar psicológico e caso as coisas não estejam a correr bem deve ligar para a linha de apoio do SNS 24", aconselha também a OPP, advertindo que "uma em cada cinco pessoas refugiadas possa desenvolver problemas de saúde psicológica".
📷: Rodrigo Antunes, Agência Lusa
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