Neste domingo celebrou-se fervorosamente o dia de Ramos em todo mundo, recordando o momento da entrada de Jesus em Jerusalém antes da sua condenação e crucifixão. Celebrou-se deste modo em todo o mundo excepto no lugar onde tudo aconteceu: a cidade santa de Jerusalém!
Parece contraditório e escandaloso que tenha acontecido, mas aconteceu! A polícia israelita bloqueou a entrada do Cardeal Patriarca de Jerusalém na basílica do Santo Sepulcro, medida sem precedentes noutras décadas e noutros séculos, nem mesmo sob domínio dos Otomanos.
Em consciência, imbuído dos meus valores democráticos e cristãos, e tendo em conta a minha condição de sacerdote, sinto a obrigação moral de denunciar tamanho atentado à liberdade de culto e tamanha perseguição ao cristianismo!
Para além das atrocidades já perpetradas de outros modos, desta vez o governo israelita teve a pública indecência de fazer uma afronta a um dos valores inalienáveis de qualquer ser humano: praticar e viver a sua Fé!
Tenho plena consciência que esta publicação vai gerar controvérsia de ambos os lados extremistas do nosso mundo político e que alguns dirão que não devo pronunciar-me, desejando que o meu silêncio compactue com tiranos! Mas não posso fazer silêncio à perseguição que é feita pelas autoridades judaicas e muçulmanas aos cristãos do Médio Oriente!
Revejo-me e agradeço as palavras de apoio manifestadas pelo senhor Presidente e pelo Governo português ao senhor cardeal Patriarca de Jerusalém. Depois destas notícias que nos chegam de Israel e de outras semelhantes que nos chegam da Síria, termino com a seguinte pergunta: onde estão hoje os políticos portugueses que tanto gostam de apoiar o governo de Israel e os grupos terroristas islâmicos? Tenham juízo e decência, pois em pleno século XXI são estes políticos que entregam Jesus à morte por umas míseras moedas de prata!
Tenho dito!
Padre Ricardo Cardoso / Facebook