"Sei que estou vivo e cresço sobre a terra. Não porque tenha mais poder, nem mais saber, nem mais haver. Como lábio que suplica outro lábio, como pequena e branca chama de silêncio, como sopro obscuro do primeiro crepúsculo, sei que estou vivo, vivo sobre o teu peito, sobre os teus flancos, e cresço para ti."
(Eugénio de Andrade in O outro nome da terra)
Foto: José Alberto