"Não quero arruaceiros na Marinha; não quero bravatas fúteis, mas verdadeira coragem, física e moral; não quero militares sem valores, sem verdadeira dedicação à Pátria; [...] Nós somos os guerreiros da Luz e não das trevas! Quem não agir e sentir isto que parta e nos deixe honrar a nossa farda, o nosso legado de mais de 700 anos de Marinha e de 400 de Fuzileiros", disse Gouveia e Melo, citado pelo Diário de Notícias.
O almirante lamentou "ver fuzileiros envolvidos em desacatos e em rixas de rua". "Se não conseguirem ser lobos na selva, mas cordeiros em casa, então não passamos de um bando violento, sem ética e valores militares, sem o verdadeiro domínio de nós próprios e se assim for não merecemos a farda que envergamos, nem os 400 anos de história dos Fuzileiros".
A intervenção foi proferida no Corpo de Fuzileiros, mas Gouveia e Melo, de acordo com a publicação, quis que toda a Marinha tivesse conhecimento da mesma, tendo sido publicada na intranet.
Na introdução é assinalado que o "o Almirante CEMA tem a certeza que o Corpo de Fuzileiros e os Fuzileiros não se revêem neste tipo de comportamento e mantém toda a confiança nesta força de elite da Marinha".
O agente Fábio Guerra, de 26 anos, morreu na segunda-feira de manhã, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às "graves lesões cerebrais" sofridas na sequência das agressões de que foi alvo no exterior da discoteca Mome.
De acordo com as informações da PSP, no local encontravam-se "quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal", acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas. Os outros três agentes agredidos tiveram alta hospitalar no domingo.
A Polícia Judiciária deteve na noite de segunda-feira três homens, de 24, 22 e 21 anos, suspeitos do homicídio do agente da PSP e agressões a outros quatro.
