Mas quando chega o momento de falar de reformas estruturais, de salários que permitam viver, de habitação acessível, de serviços de saúde que funcionem, de educação que prepare o futuro, de justiça eficaz, de ambiente sustentável, de economia competitiva — quando chega a hora de discutir como transformar verdadeiramente Portugal — o silêncio é absoluto. Um silêncio que diz tudo.
Apontar o dedo ao imigrante é sempre mais fácil do que enfrentar os problemas que o país acumulou durante décadas. E há uma pergunta que continua sem resposta: qual é, afinal, a grande reforma que André Ventura propõe para melhorar a vida dos portugueses?
Porque governar — ou querer governar — não pode ser apenas escolher um culpado diferente todos os dias. Portugal precisa de soluções reais, coragem política e visão estratégica. Não precisa de mais frases feitas para animar as redes sociais.