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04 setembro, 2026

Ventura já esgotou o repertório

André Ventura já esgotou o repertório. Dia após dia, repete a mesma ladainha: imigrantes, fronteiras, medo, invasões, ameaças demográficas. É política em modo loop, sem uma única ideia nova.

Mas quando chega o momento de falar de reformas estruturais, de salários que permitam viver, de habitação acessível, de serviços de saúde que funcionem, de educação que prepare o futuro, de justiça eficaz, de ambiente sustentável, de economia competitiva — quando chega a hora de discutir como transformar verdadeiramente Portugal — o silêncio é absoluto. Um silêncio que diz tudo.

Apontar o dedo ao imigrante é sempre mais fácil do que enfrentar os problemas que o país acumulou durante décadas. E há uma pergunta que continua sem resposta: qual é, afinal, a grande reforma que André Ventura propõe para melhorar a vida dos portugueses?

Porque governar — ou querer governar — não pode ser apenas escolher um culpado diferente todos os dias. Portugal precisa de soluções reais, coragem política e visão estratégica. Não precisa de mais frases feitas para animar as redes sociais.