Dois anos e dois dias depois do ataque ao Capitólio, em Washington, foi a vez de os Três Poderes, em Brasília, receberem a visita de (não-convidados) apoiantes do ex-presidente derrotado nas urnas. Eis a Dose Diária de hoje, 869 anos depois de D. Afonso Henriques conceder foral a Sintra.
Parecia um grupo excursionista a visitar Brasília e principalmente os três edifícios centrais do poder democrático brasileiro: o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.
Menos violentos que os seus congéneres norte-americanos, há dois anos, mas ainda assim pilhando, vandalizando, destruindo tudo que encontravam pela frente, os apoiantes de Bolsonaro não deixaram de protagonizar uma tentativa de golpe de Estado.
Apesar do ar despreocupado e 'easy-going' de muitos dos manifestantes, a operação – porque é disso que se tratou – estava em preparação desde 5 de janeiro em vários grupos de WhatsApp, com senha para dar o arranque às hostilidades e tudo: "Festa da Selma" – resta saber quem é a Selma e mandá-la prender...
Lá dos EUA, onde se "refugiou", Bolsonaro negou a autoria dos acontecimentos e criticou-os (mas assim muito ao de leve). Já o líder do seu Partido Liberal, esse, demarcou-se completamente do que considerou uma "vergonha" e um dia "triste para o Brasil" (sic).