Portugal é o sexto país mais seguro do mundo em 2022, segundo os dados da organização independente "World Population Review", que têm por base a classificação do "Índice Global de Paz", um relatório publicado anualmente pelo Instituto para a Economia e a Paz.
Este ano, segundo esse mesmo relatório, o país mais seguro é a Islândia, seguida da Nova Zelândia (2º), Irlanda (3º), Dinamarca (4º) e Áustria (5º). Portugal não está, assim, em nada má companhia.
Curiosamente, apesar desta posição vantajosa, o nosso país até caiu algumas posições neste ranking internacional de segurança, já que em 2020 Portugal estava na 3ª posição e, no ano passado, na 4ª.
Mas nada disso perturba o brilho deste bom posicionamento lusitano.
Basta fazer uma busca na internet para ver que a questão de Portugal enquanto país seguro é um trunfo exibido por quem quer vender o país, seja em termos de promoção turística e/ou imobiliária, seja para atrair investidores ou mesmo os agora tão falados nómadas digitais.
Aliás, estes fatores chegaram a ser destacados pelo anterior ministro da Administração Interna que afirmou, quando ainda estava em funções, que "Portugal ser considerado um dos países mais seguros do mundo é um ativo para a qualidade de vida dos portugueses". Esta é uma "vantagem competitiva face a outros países", garantiu Eduardo Cabrita.
E acrescentou: "a questão da segurança está muito longe de ser uma questão estritamente policial. A segurança é hoje um fator decisivo para a captação de investimento, para a captação dos turistas (...), para o reforço da imagem global do país".
Se Portugal é um país seguro, o Algarve, enquanto principal região turística nacional, também o é. Ainda que nem todos tenham esse sentimento, as estatísticas provam essa segurança.
É que, nestas coisas da segurança, aplica-se aquela velha máxima que diz que «à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta». Ou seja, o Algarve não tem apenas de ser seguro. Tem de parecê-lo!
Precisamente para fazer o ponto da situação sobre a segurança no Algarve (nas suas principais cidades), a Mariana Carriço foi falar com o comandante distrital da PSP. E há dados muito interessantes a reter, como se pode ler aqui nesta entrevista.
Por falar em segurança: ainda há dois dias, a 1 de Novembro, se cumpriram 267 anos sobre o terrível terramoto de 1755, que arrasou Lisboa e o Algarve (na realidade, o país todo). Os sismólogos estimam que o sismo de 1755 atingiu magnitudes entre 8,7 a 9 na escala de Richter.
Apesar de seguro no que diz respeito à criminalidade, o Algarve é uma região com grande risco sísmico. Ontem mesmo houve um sismo, mas de apenas 3.4 de magnitude. Ou seja, nem de longe comparável com o dessa manhã fatídica de 1 de Novembro de 1755. Felizmente para todos nós!
Ou seja, a notícia deste sismo acabou por ser uma boa notícia.
Outras boas notícias de ontem, que convém não deixar passar: a Câmara de Lagoa vai financiar a reabilitação da Igreja Matriz de Estômbar, que é o único monumento nacional do concelho, Lagos e Faro vão receber a Festa do Cinema Francês, com muitos e bons filmes para ver, Vila Real de Santo António quer fazer um acordo de mobilidade de trabalhadores com o seu município "irmão" do Sal (Cabo Verde) e, em Faro, já abriram as candidaturas para as casas a custos controlados.
Também no rol de boas notícias se inclui o tema de destaque desta manhã no Alentejo.Sul Informação: o poeta e pensador sufi Ibn Khamīs de Évora, que viveu há mil anos, será o tema de duas conferências na sua terra...ou seja, em Évora.
A fechar esta newsletter, saiba que hoje, 3 de Novembro, se comemora o 65º aniversário do lançamento do soviético Sputnik 2, o primeiro objeto construído pelo homem para orbitar a Terra levando um animal a bordo: a famosa cadela Laika.
Quem é que teve ou tem uma cadela chamada Laika? Eu tive duas.
Muitas pessoas nem saberão qual a origem do nome Laika, que continua na moda para cadelas.
Mas, para mim, era também uma forma de homenagear essa cadela soviética que tanto ajudou, mesmo sem o saber, ao desenvolvimento da tecnologia dos humanos...e que, por causa disso, morreu poucas horas após o lançamento do Sputnik, devido ao super-aquecimento da cabine.
