O 25 de abril é como o sol, quando nasce, é para todos. Foi generosa e corajosa a missão a que se entregou um punhado de militares, enfrentado a hierarquia e o poder político, de devolver a democracia ao país. Mas a democracia, representativa como a nossa, uma vez instalada, pressupõe que a pluralidade do espectro político tenha expressão na condução do Estado. Por isso, o 25 de abril não é de alguns, porventura ideologicamente mais próximos daqueles que protagonizaram a oposição ao antigo regime; é de todos.
O 25 de abril é um facto histórico que se repercute sobre todos os portugueses, porque nos devolveu a liberdade de sermos o que quisermos ser, nos permitiu ganhar a dignidade de um país liberto da condição de colonizador; nos abriu as portas do progresso e, sobretudo, nos incutiu a esperança. Por tudo isso, os portugueses recordam e celebram, cada um à sua maneira, essa data já distante de 47 anos.
Recusemos que efemérides como o 1 de dezembro ou o 25 de abril sejam capturados por franjas meramente saudosistas.
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